"In your brown eyes

I walked away

In your brown eyes

I couldn't stay"

Sábado, 26 de Dezembro de 2009

Only By The Night

Hallo!

Bem, vocês são super queridas *g* Tanto eu como a Melanie babamos com os vossos comentários xP

E pode-se dizer que a Mia é meio maluca, ya .__.

Beijinho para todas*

 

 

 

3º Capitulo
Elas andavam pelas ruas acompanhadas pela lua prateada e brilhante no ponto mais alto do céu. Grandes multidões passavam por elas, e Kimberly sentia-se cada vez mais desviada do mundo moderno. Achava que agia como uma total idiota e fazia figuras anormais perante as pessoas da cidade. Não que fosse campónia, mas era simplesmente mais… simples e menos arrojada e preocupada.
- Então, queres ir ao Mac comer um gelado como sobremesa?
- Vamos lá! – Ajeitou o gorro na cabeça e levou as mãos aos bolsos do casaco. E a chuva miudinha não parava sequer.
Após arranjarem os gelados, sentaram-se num banco de um passeio. Comer gelado com aquele frio era algo surreal, algo… masoquista.
- Fala-me de ti, Kimberly.
- Kim. – Ela lambeu a colher. – O que queres que te diga?
- De onde vieste?
- De uma aldeiazinha de Heidelberg. – Encolheu os ombros, pouco interessada.
- Hm… tens namorado?
- Não. – Disse rápido.
- Já alguma vez tiveste algum? – Arqueou o sobrolho.
- Também não.
- E já beijaste algum rapaz?
- Não, Mia. – Soprou para o ar, vendo o seu vapor dispersar-se pelo gélido ar.
Já sabia onde aquela conversa iria chegar e, sabia também a futura reacção incrédula da loira. Era demasiado atrasada.
- Espera! – A mais velha elevou uma mão e abriu muito a boca. – Ou és virgem ou és lésbica! – Levantou-se falando alto. Alto de mais.
As bochechas de Kim coraram e ela, quase teve a certeza que o seu corpo começara a deslizar pelo banco e tentaria esconder-se num buraco qualquer.
- Oh meu Deus! – Exclamou de novo. – És—
- Não. Não sou lésbica e fala mais baixo! – Pediu, embaraçada.
Mia voltou a sentar-se já mais aliviada e olhou a rapariga morena com um ar confuso.
-  Podes-me explicar como é que uma rapariga como tu nunca deu um beijo nem nunca teve um namorado? – Inquiriu elevando o sobrolho.
- Simples. – Bufou. – Os meus pais matavam-me. E de qualquer maneira eles nunca me deram liberdade para essas coisas. São muito… à moda antiga, percebes? – Olhou-a.
- Percebo. – Anuiu. – Até bem demais. – Revirou os olhos. – Os meus também eram assim. – Olhou de esguelha para o outro lado da rua. – Até morrerem. – Acrescentou voltando a comer do seu gelado.
 Caíram então num silêncio perturbador, por vezes quebrado pelos carros que passavam na estrada àquela hora da noite.
Kim comia o seu gelado calmamente enquanto pensava no quanto a sua vida iria mudar dali por diante. Realmente, nada voltaria a ser o mesmo.
Agora já não seria mais aquela Kimberly prisioneira dos seus pais, que vivia na pequena aldeia de Heidelberg. Agora era livre de fazer o que quisesse, com quem quisesse, onde quisesse, sem ter de dar satisfações a ninguém.
Talvez agora pudesse dispensar mais tempo a tentar construir o seu maior sonho. Apesar de ter a plena consciência de que não podia pôr de parte os seus estudos e aquele horrível curso de medicina que o seu pai queria que ela tirasse; não fazia nada o seu género, apesar de respeitar vivamente aquelas pessoas que exerciam qualquer profissão associada a isso.
Foi uma vez mais tirada dos seus pensamentos assim que Mia se levantou do banco para meter o seu copo vazio de gelado no lixo situado mesmo ao lado. Olhou então para o seu e pôde constatar que também tinha acabado de o ingerir. Acabou por imitar o gesto da loira.
 
- Onde vamos agora? – Decidiu perguntar.
- Eu combinei encontrar-me com uns amigos num bar perto daqui. – Mia respondeu. –    Queres vir comigo? – Questionou. – Sempre conhecias gente nova. – Acrescentou ao ver o ar hesitante da outra.
Kim nunca tinha ido a um bar em toda a sua vida. Apesar de saber, mais ou menos, como aqueles sítios funcionavam devido ao que via em muitos dos filmes que passavam pela televisão.
Depois de pensar um pouco acabou por deduzir ser uma boa ideia. Conhecer pessoas novas e fazer novos amigos podia ser uma experiencia… interessante.
- Okay. – Acabou por aceitar.
- É o bar onde eu trabalho. – Agarrou na sua mão e arrastou-a, por completo, pela rua.
- Trabalhas num bar? – Tossicou, meio incrédula.
Mia riu. – Sim. Sirvo no balcão, danço em cima dele e divirto o público.
- Desculpa? – Não estava a acreditar no que a outra estava a dizer. – Danças em cima de um balcão?
- Não sou stripper, está descansada.
E, foram as duas pela calçada, enquanto Mia tagarelava freneticamente. Ela não conseguia parar quieta durante um tempo indeterminado.
Rapidamente chegaram a uma zona obscura, com pouca movimentação. Kim interrogou-se porque teriam elas ido para ali. Estava tão escuro que mal conseguia ver, apenas umas letras que piscavam em volta de um vermelho sangue.
Assim, que se sentiu empurrada para dentro do lugar, que estava a examinar, músicas aos altos berros e gritos, gargalhadas e vozes, entupiram os seus ouvidos e criaram turbilhões de conflitos com a sua mente. Era uma total barulheira e não conseguia perceber nem ver nada, visto que se sentia baixa no meio de tanta gente.
- Bem-vinda ao meu mundo! – Mia disse, assim que pararam mesmo em frente ao balcão. Sendo empurradas e quase esmagadas pelas multidões.

 


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